18
Jun
10

O torniquete

Para começar este post, gostaria de começar pelas boas noticias, porque afinal de contas nem tudo é mau e nem toda a gente perde. No passado dia 16, o governo pagou a dívida de 450 milhões de euros que o BPP devia aos bancos com o aval do estado. Aval este, que foi considerado ilegal pelo Tribunal de Contas. De referir também que estes 450 milhões de euros são mais do que toda a receita cobrada a mais pelo aumento de 1% nas diferentes taxas do IVA.
1ª Só o aumento do imposto que vamos pagar, já teve destino e ainda não chegou.
Ficando contente por a vida não correr mal a toda a gente! foi de forma incrédula que ontem li a noticia do corte aos apoios sociais promovida pelo governo.
Bem a noticia começou por me chatear apenas um pouquito, porque lembrei-me da noticia do pagamento da divida aos bancos, e lembrei-me, que com toda a certeza quem mais iria sofrer com o aumento do IVA, era quem iria sentir na pele estes cortes.
Com alguma justiça pensei que talvez a banca pudesse contribuir para esse pagamento, e sei lá, pagasse o mesmo IRC que outra qualquer empresa, mas não, mais uma vez não iria ser assim.
E fiquei chateado, claro que fiquei chateado.
E entrámos no fado do costume. Então aqui vai.
Para mascarar estas medidas começaram por lançar laivos de justiça, dizendo que os apoios sociais seriam retirados a quem tivesse mais de 100 mil euros em dinheiro ou em acções, podendo a segurança social sempre que se justificar ter acesso às contas bancárias. Desde logo esta medida é pura demagogia.
Os portugueses que recebem apoio social e que necessitam dele não têm nem esse dinheiro nem muito menos esse valor em acções e depois não se percebe a quebra do sigilo fiscal só para esta medida (é porque não se vai utilizar, advogam-na para vender uma cara que não a têm), é que esta é requerida para o combate à corrupção e evasão fiscal há muito e aqui o governo nem sequer mexe.
E agora vem o pior os cortes chegam praticamente a todos apoios sociais: rendimento mínimo, subsídios sociais de desemprego e parentalidade, na acção social escolar, no ensino superior público, comparticipação de medicamentos e taxas moderadoras, entre outras. De pensionistas (mesmo as pensões mais baixas), a desempregados, de pessoas que recebem o salário mínimo, a deficientes, de grávidas a pessoas com mais de três filhos, todos e todas vão sofrer com isto. E adivinhem lá, nenhuma terá 100 mil euros em dinheiro ou acções.
O Secretário de Estado justifica estas medidas, com os argumentos de justiça e rigor, mas quando indagado sobre as consequências da justiça e do rigor, revela que as prestações terão na pratica um valor inferior ao actua,l permitindo encaixar 200 milhões de euros.
Como dizia um outro blog.
Porque é que dizem que são sempre os mesmo a pagar a crise?
Porque se calhar é verdade!


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