Há dois dias atrás tinha aqui postado sobre a World Press Photo, para quem gosta de fotojornalismo é uma exposição sempre marcante. Nunca saímos de lá como quando entramos.
Por coincidência tinha mostrado a uns amigos meus estas fotos publicadas no El País, que por causa dos direitos de autor não as pude publicar, mas hoje ao passar pelo 5 dias deparei-me com este grande vídeo que conta essa mesma história.
Não é nenhum tributo há violência, mas sim há forma como se conta uma história, centrando-se numa personagem (um cão), o manifestante Grego. Muito mais que o vídeo, as fotos do El País é que são impressionantes.
São fotos que para o ano estarão no World Press Photo. Digo eu.
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Fotojornalismo
Responsabilidades
Quando ouvi a noticia que um conjunto de economistas, todos ex-ministros das finanças, marcaram uma audiência com o Presidente da República por causa do estado do país, não quis acreditar.
O que é que vão lá fazer? É que quem os ouve falar todos os dias, parece que nenhum deles teve responsabilidades governativas e parece que não são corresponsáveis pelas politicas seguidistas em relação a um grande Bloco central de interesses.
Claro que vai ser uma conversa cordata, e sem sobressaltos, todos sabem o que uns e outros vão dizer, todos falam a mesma linguagem e provêm todos da mesma escola económica.
O que não percebo é com que legitimidade. Apenas um pequeno exemplo: João salgueiro, um dos promotores desta iniciativa foi Ministro das Finanças, tendo sido até à pouco tempo presidente da Associação de Bancos Portugueses. Algumas das questões que o preocupa, é o forte endividamento país (tanto endividamento público e privado), é estarmos a viver acima das nossas possibilidades, são os investimentos públicos, é a forte componente social na despesa do estado, etc…
Agora há aqui qualquer coisa que eu não estou a perceber, nunca o ouvi falar da forma irresponsável que o crédito e o assédio que as instituições financeiras fizeram durante estes últimos dez anos aos seus clientes, dando-lhes e prometendo-lhes o céu quando estes não tinham rendimentos que sustentassem um, dois, três… créditos, era à vontade do freguês; nunca o ouvi falar da vigarice permanente entre agentes imobiliários e bancos na avaliação das casas, fazendo de um crédito à habitação, crédito para os electrodomésticos, para o plasma e para a lua de mel; sempre o ouvi falar a favor dos investimentos públicos suportados e alavancados pelas engenharias financeiras (project finance) da Banca; Também sempre o ouvi defender as parcerias público privadas, coisa que só para termos uma referência, o Tribunal de Contas nas suas seis últimas avaliações a este tipo de projectos chumbou-os a todos.
O que será que lá vão eles dizer?
25 de Abril
Daqui a umas horas vou estar com cerca de uns milhares de pessoas na manifestação em comemoração do 25 de Abril.
É simbólico? Sim. Nostálgico? É com tristeza que digo: – também.
Foi péssima a semana que antecedeu esta data.
A recusa de Rui Pedro soares em depor na Comissão de Inquérito ao caso PT/TVI e a absolvição de Domingos Névoa no caso de corrupção a José Sá Fernandes, violam e põem a nu o que de mais sinistro representam neste momento os valores da democracia portuguesa.
Estes não foram os valores de Abril.
Hoje não vou falar mais nestes casos, mas nesta semana que vem vai ter que ser. Estamos a ficar sem referências e com a justiça a produzir sentenças destas, não imagino uma pessoa séria a recorrer a ela para resolver os seus problemas. Uma pessoa séria porque, Rui Pedro Soares invocou o silêncio na comissão para melhor se defender nos tribunais.
Antes de acabar, quero só fazer a chamada para a primeira página do Jornal de noticias.
Quem a fôr ver, apenas tenho um comentário: É triste em qualquer dia, mas neste em particular.
Portanto quando hoje gritar – 25 de Abril Sempre, não vai ser de alegria, mas de revolta, indignado, mas pronto para o combate.
25 de Abril, SEMPRE.
Dia Mundial dos Direitos Humanos
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| Estátuas Humanas |
“Foi a 20 de Junho de 1945, através da Carta das Nações Unidas, que os povos expressaram a determinação em proclamar “a fé nos direitos fundamentais do Homem, na dignidade e valor da pessoa humana, na igualdade de direitos entre homens e mulheres.” Três anos depois, a 10 de Dezembro de 1948, na sua resolução 217 (III), a Assembleia-geral das Nações Unidas adoptou e proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Pergunta-se, pois: o que se comemora, hoje, dia 10 de Dezembro?
Comemora-se o triunfo de uma ideia: de que todos os homens, independentemente do sexo, da cor, da ideologia ou religião, independentemente do que quer que seja, têm direitos que lhes são próprios apenas pelo facto de que são seres humanos.
E por isso estamos hoje aqui. Para celebrar esta ideia. Falemos, pois, em Direitos Humanos. Falemos deles, não como se de uma evidência intelectual se tratasse, ou como se fossem um dado adquirido. Falemos, antes, da urgência em despertar para os Direitos humanos e assim cumprir, todos os dias, esta ideia.
Por isso mesmo chamamos a este projecto: Histórias para não adormecer. Pela voz dos nossos convidados, despertemos para os direitos humanos.”
Foi com com esta abordagem que no passado dia 10 de Dezembro no espaço em frente à Câmara Municipal, os alunos de uma turma do 12º ano da Escola Secundária Júlio Dinis, no âmbito da disciplina de Psicologia realizaram uma iniciativa de sensibilização e informação pública acerca dos variadíssimos incumprimentos e atropelos que existem quotidianamnete a essa Carta Magna. Através de uma “exposição” de estátuas humanas foram recriadas situações que descrevem autênticas histórias de vida, em temas como os dos Direitos da Criança, do trabalho infantil, da desigualdade de género, da utilização e concepção do indivíduo como produto, etc…
Muito bem caracterizado e originalíssimo.
Parque Desportivo do Furadouro
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| Parque Desportivo Furadouro |
De acordo com aquilo que foi apresentado na sessão pública e com a cobertura que fizemos às obras da Rua dos Combatentes, hoje denunciamos as deploráveis condições de segurança e de utilização que este equipamento público possui.
Como demonstram as fotos, são várias as falhas e irregularidades presentes neste espaço. A falta de vedação, a quantidade de gravilha, pedras e até paralelos, os equipamentos de manutenção física chumbados com o cimento completamente à vista, um piso que é um misto de paus e casca de árvore, etc…
Para um equipamento que se destina a ser usado por crianças, jovens, adultos e idosos aquilo que estas fotografias demonstram é a irresponsabilidade e a inconsciência dos responsáveis por eles.
Depois há o problema do enquadramento paisagístico. É impossível implementarmos uma cultura de civismo, preocupação e preservação dos espaços públicos quando quem tem o dever de dar o exemplo, não o dá. O local em que este parque está inserido é um autêntico descampado. Quem por lá passa fica com a ideia de que caiu ali aos trambolhões, de que aquilo não é um jardim, não é um parque, não é nada, é apenas um baldio. Isto levanta também questões de outra ordem, como a ausência de planeamento urbano e de infra-estruturas em que equipamentos como estes possam ser integrados. Ma isso são contas de outro rosário que oportunamente poderemos falar.
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| Parques de outras cidades |
Depois de achar que este caso deveria ser trazido à discussão pública, fiz um levantamento de outras cidades que usufruíram da mesma oferta, por parte do Modelo e Continente, e da forma como a utilizaram. Através de uma pesquisa na internet encontrei alguns exemplos de cidades com estes equipamentos ora integrados em jardins, ora em parques da cidade e até em parques desportivos. Convido-vos a ver as diferenças.
Palavras para quê!
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| Rua dos Combatentes: Obras na estrada parte 2 |
Depois do fim de semana é neste estado que se encontra toda a sinalética aplicada nas obras da rua dos Combatentes. Espero que situações destas possam vir a ser evitadas no futuro. Como alguém referiu num comentário sobre este assunto “Às vezes basta só bom senso”.





