“Foi a 20 de Junho de 1945, através da Carta das Nações Unidas, que os povos expressaram a determinação em proclamar “a fé nos direitos fundamentais do Homem, na dignidade e valor da pessoa humana, na igualdade de direitos entre homens e mulheres.” Três anos depois, a 10 de Dezembro de 1948, na sua resolução 217 (III), a Assembleia-geral das Nações Unidas adoptou e proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Pergunta-se, pois: o que se comemora, hoje, dia 10 de Dezembro?
Comemora-se o triunfo de uma ideia: de que todos os homens, independentemente do sexo, da cor, da ideologia ou religião, independentemente do que quer que seja, têm direitos que lhes são próprios apenas pelo facto de que são seres humanos.
E por isso estamos hoje aqui. Para celebrar esta ideia. Falemos, pois, em Direitos Humanos. Falemos deles, não como se de uma evidência intelectual se tratasse, ou como se fossem um dado adquirido. Falemos, antes, da urgência em despertar para os Direitos humanos e assim cumprir, todos os dias, esta ideia.
Por isso mesmo chamamos a este projecto: Histórias para não adormecer. Pela voz dos nossos convidados, despertemos para os direitos humanos.”
Foi com com esta abordagem que no passado dia 10 de Dezembro no espaço em frente à Câmara Municipal, os alunos de uma turma do 12º ano da Escola Secundária Júlio Dinis, no âmbito da disciplina de Psicologia realizaram uma iniciativa de sensibilização e informação pública acerca dos variadíssimos incumprimentos e atropelos que existem quotidianamnete a essa Carta Magna. Através de uma “exposição” de estátuas humanas foram recriadas situações que descrevem autênticas histórias de vida, em temas como os dos Direitos da Criança, do trabalho infantil, da desigualdade de género, da utilização e concepção do indivíduo como produto, etc…
Muito bem caracterizado e originalíssimo.