Como devem ter reparado não tenho tido grande tempo para postar.
E agora por motivos maiores esta semana ir-me à ser impossível.
Como tal até daqui a uma semana.
Uma última nota o 3º filme da mostra de cinema correu bem.
Como devem ter reparado não tenho tido grande tempo para postar.
E agora por motivos maiores esta semana ir-me à ser impossível.
Como tal até daqui a uma semana.
Uma última nota o 3º filme da mostra de cinema correu bem.
Ontem foi Espanha.
Este post poderia estar a ser escrito hoje como à mês e meio. Desde o inicio da crise Grega, que os países Europeus têm vindo a adoptar os mais variados planos de austeridade.
Pressionados pela especulação e pelo crivo dos mercados, todos têm optado pela mesma bitola. Austeridade, austeridade e austeridade, consequência, recessão, recessão e recessão.
Os cortes nos apoios sociais, nos serviços públicos, nos salários, na segurança social, despedimentos, subidas de impostos e a degradação na protecção ao trabalho, têm feito escola.
Quando o problema que enfrentamos é um problema de crescimento económico, reparamos que todas estas medidas, são contra natura. O crescimento só se repercute de três maneiras, através do investimento, do consumo e das exportações. Na área do investimento, temos três grandes dimensões: nos recursos humanos e reconversão dos trabalhadores, em maquinaria e tecnologia, e na educação/formação das crianças e jovens; na área do consumo, certamente que não passa por despedimentos, cortes de salários e cortes de apoios aos desempregados, cortes nas pensões e maior taxação sobre os rendimentos do trabalho; e na área das exportações, é preciso que se produza mas que haja quem compre, quando todos apostam não no seu consumo mas, apenas no consumo dos outros, todos vão perder e a dinâmica económica vai ser recessiva.
Para uma melhor percepção macro e mais transversal dos enormes erros que estão a ser cometidos na Europa deixo-vos este excelente post via politeia sobre o plano do modelo Alemão, as suas consequências, os sinais e a direcção que impõe dá para o resto da Europa, também sobre os planos de austeridade este post via carta Maior, que é bastante interessante pala forma que vai dissecando o problema da economia espanhola e do seu financiamento. O que para um leitor atento pode começar a reparar nas repercussões e no contágio que irá ter em Portugal, para finalizar, uma noticia do público em que o Paul Krugman (Nobel da economia) desfaz a politica monetarista da União Europeia e como o Banco Central Europeu, através do seu conservadorismo pode induzir novos riscos para a economia Europeia, como conflitos sérios com a Economia Americana.
Entre linhas o que vem dizendo é que com a actual politica expansionista (não tanto como ele desejava, mas ainda assim, expansionista) dos Estados Unidos, estes não vão entrar no jogo do ferrolho Europeu e portanto, para conservar os empregos e a dinâmica de aquecimento da economia que estão a tentar fazer através do seu endividamento, o proteccionismo económico face à Europa irá voltar.

Esta quinta feira às 21:30 no Bar do Centro de Arte o terceiro filme da Mostra de Cinema Independente.
La haine, um filme que tem como pano de fundo o quotidiano dos bairros sociais franceses, e o seu confronto com uma realidade que está logo ao virar da esquina.
Esta realidade não é mais do que, estar fora do seu bairro, um mundo que não controlam e que não fala a sua linguagem.
Cru e intenso, é sem dúvida o filme mais revelador das assimetrias existentes das sociedades contemporâneas, e a forma que estas encontraram para se defenderem das suas próprias contradições. A ferramenta foi guetizar.
Um excelente filme para ver.
Até quinta, depois do futebol!!

Saramago morreu. É triste? É, mas Saramago deixa o legado das vozes livres. Elas não se calam com o seu desaparecimento.
Foram 87 anos, idealistas mas controversos, comunicantes mas comprometidos. E é, neste sentido, que podemos aplicar este provérbio popular, pois era aí que ele gostava de estar.
Por morrer uma andorinha não se acaba a primavera.
Como qualquer racionalista, sabemos que isto não é um até breve. Acabou! Mas a construção e a participação na nossa memória colectiva foi a sua existência e é no nosso presente e nas nossas referências para a construção do futuro que ele permanece.
Isto é Saramago.
Para começar este post, gostaria de começar pelas boas noticias, porque afinal de contas nem tudo é mau e nem toda a gente perde. No passado dia 16, o governo pagou a dívida de 450 milhões de euros que o BPP devia aos bancos com o aval do estado. Aval este, que foi considerado ilegal pelo Tribunal de Contas. De referir também que estes 450 milhões de euros são mais do que toda a receita cobrada a mais pelo aumento de 1% nas diferentes taxas do IVA.
1ª Só o aumento do imposto que vamos pagar, já teve destino e ainda não chegou.
Ficando contente por a vida não correr mal a toda a gente! foi de forma incrédula que ontem li a noticia do corte aos apoios sociais promovida pelo governo.
Bem a noticia começou por me chatear apenas um pouquito, porque lembrei-me da noticia do pagamento da divida aos bancos, e lembrei-me, que com toda a certeza quem mais iria sofrer com o aumento do IVA, era quem iria sentir na pele estes cortes.
Com alguma justiça pensei que talvez a banca pudesse contribuir para esse pagamento, e sei lá, pagasse o mesmo IRC que outra qualquer empresa, mas não, mais uma vez não iria ser assim.
E fiquei chateado, claro que fiquei chateado.
E entrámos no fado do costume. Então aqui vai.
Para mascarar estas medidas começaram por lançar laivos de justiça, dizendo que os apoios sociais seriam retirados a quem tivesse mais de 100 mil euros em dinheiro ou em acções, podendo a segurança social sempre que se justificar ter acesso às contas bancárias. Desde logo esta medida é pura demagogia.
Os portugueses que recebem apoio social e que necessitam dele não têm nem esse dinheiro nem muito menos esse valor em acções e depois não se percebe a quebra do sigilo fiscal só para esta medida (é porque não se vai utilizar, advogam-na para vender uma cara que não a têm), é que esta é requerida para o combate à corrupção e evasão fiscal há muito e aqui o governo nem sequer mexe.
E agora vem o pior os cortes chegam praticamente a todos apoios sociais: rendimento mínimo, subsídios sociais de desemprego e parentalidade, na acção social escolar, no ensino superior público, comparticipação de medicamentos e taxas moderadoras, entre outras. De pensionistas (mesmo as pensões mais baixas), a desempregados, de pessoas que recebem o salário mínimo, a deficientes, de grávidas a pessoas com mais de três filhos, todos e todas vão sofrer com isto. E adivinhem lá, nenhuma terá 100 mil euros em dinheiro ou acções.
O Secretário de Estado justifica estas medidas, com os argumentos de justiça e rigor, mas quando indagado sobre as consequências da justiça e do rigor, revela que as prestações terão na pratica um valor inferior ao actua,l permitindo encaixar 200 milhões de euros.
Como dizia um outro blog.
Porque é que dizem que são sempre os mesmo a pagar a crise?
Porque se calhar é verdade!
Hoje no Centro de Arte às 22:30. Preço 4 euros.
A plataforma Envolve-te com o apoio da Cooperativa Habitovar, promovem a acção de formação em representação teatral do actor e encenador Rui Silva.
A acção de formação visa criar ferramentas para alertar e desenvolver a consciência do actor. Serão desenvolvidos exercícios e situações que permitam alargar/expandir essa consciência – a relação do actor com o outro e com o espaço. Por outro lado e sempre em estreita relação com o espaço, perceber o que se altera no “jogo” ena própria identidade do “eu” actor com a presença do outro e trabalhar essas sinâmicas.
Enquanto actor, O Rui trabalhou com João Grosso, António Capelo, Lúcia Sigalho, Kuniaki Ita, Rogério de Carvalho, Jerzy Klesley, Joana Providência, José Mora Ramos, Nuno Pino Custódio, Miguel Seabra, entre outros.
Encenação de “A Minha Família”, de Carlos Liscano (Espéctaculo premiado no IV Festival de Teatro da Póvoa do Lanhoso com os seguintes prémios: Melhor Espectáculo, Melhor Encenação, Melhor Luz, Melhor Actor e Menção Honrosa para melhor Actriz) e “Da Ocidental Praia Lusitana” (Prémio de Melhor Encenação no CALE-se – Festival Internacional de Teatro de Amadores 2009).
No cinema destacam-se as curtas metragens “Pobre de pedir”, e “Procura-se amigo” – Festival de Nationen 2008 – Áustria – Urso de Bronze – Ovarvídeo 2008 – Melhor Argumento, “3 Caminheiros” e “Escolha Indiferente”.
Os horários da formação são os seguintes:
Dia 25 de Junho – 20h30 às 24h;
Dia 26 de Junho – 14h30 às 19h30;
Dia 27 de Junho – 14h30 às 19h;
Os preços são hoje publicados em Diário da República e entram em vigor a partir do próximo dia 1 de Julho.
CONCESSÃO NORTE LITORAL
A28
Pórtico 1 (localizado entre Angeiras-Modivas) – 0,95 €
Pórtico 2 (localizado entre Póvoa do Varzim-Estela) – 1,20 €
Pórtico 3 (localizado entre Esposende-Antas) – 1,15 €
Pórtico 4 (localizado entre Neiva-Darque) – 0,75 €
CONCESSÃO GRANDE PORTO
A4
Pórtico 1 (localizado entre Custóias-Via Norte Nascente) – 0,25 €
Pórtico 2 (localizado entre Via Norte Nascente-Ponte da Pedro) – 0,25 €
A41
Pórtico 1 (localizado entre Perafita-Aeroporto) – 0,20 €
Pórtico 2 (localizado entre Lipor-EN 13) – 0,25 €
Pórtico 3 (localizado entre EN 13-EN 14) – 0,15 €
Pórtico 4 (localizado entre EN 14-EN 107) – 0,45 €
Pórtico 5 (localizado entre Maia (A3)-Alfena) – 0,20 €
Pórtico 6 (localizado entre Alfena-Sto Tirso) – 0,65 €
Pórtico 7 (localizado entre Ermida-IC24/IC25) – 0,10 €
A42
Pórtico 1 (localizado entre IC24/IC25-Seroa) – 0,55 €
Pórtico 2 (localizado entre Paços Ferreira Este-EN 106 Sul) 0,50 €
Pórtico 3 (localizado entre EN 106 Norte-Lousada (IP9) 0,60 €
CONCESSÃO COSTA DE PRATA
A17
Pórtico 1 (localizado entre Mira-Ponte de Vagos) – 1,00 €
Pórtico 2 (localizado entre Vagos-Ílhavo) – 0,50 €
Pórtico 3 (localizado entre Aveiro Sul-S. Bernardo) – 0,65 €
A25
Pórtico 1 (localizado entre Esgueira-Aveiro Nascente (IC1/IP5) – 0,50 €
Pórtico 2 (localizado entre Zona Industrial de Aveiro-Angeja Poente) – 0,65 €
Pórtico 3 (localizado entre Angeja (IC1/IP5)-A1) – 0,25 €
A29
Pórtico 1 (localizado entre Salreu- Estarreja) – 1,00 €
Pórtico 2 (localizado entre Estarreja-Ovar) – 0,75 €
Pórtico 3 (localizado entre Arada-Maceda) – 0,75 €
Pórtico 4 (localizado entre Miramar-A29/A44) – 0,4
Começou o Mundial.
Como tudo, coisas boas e más.
As boas noticias, primeiro é a própria competição, para quem gosta do jogo é sem duvida uma “prisão” à televisão. Nestes primeiros dias de referir o excelente jogo da Alemanha (uma Alemanha completamente desvirtuada no seu futebol, para melhor) e o bom jogo da Coreia do Sul. A Argentina ganhou, mas o equilíbrio defensivo ainda não foi testado. Outra boa noticia é esta malta que há mais de mês e meio aparece na televisão para dizerem todos a mesma coisa, não existindo nem contraditório nem espaço às soluções e análises alternativas sobre a crise, vamos passar a vê-los muito menos.
As más noticias é que o futebol vai monopolizar todo o tempo, não deixando espaço para mais nada. Não, não é contraditório com o que disse em cima. A grande questão é que atrás do jogo vem uma série de conteúdos, histórias e mexericos, que não interessam nem acrescentam nada à competição nem ao prazer de ver o jogo.
Com o anúncio de que o preço por quilómetro será de 8 cêntimos para a classe 1 nas portagens das scuts.
Muito rapidamente pode-se concluir que para ir de Ovar para Aveiro o preço será quase de 2,50 euros. Também já se sabe que se quisermos ir pela nacional 109, não poderemos sair perto do estádio de Aveiro, pois esse troço da A25 é pago até Aveiro cidade (pode-se ir para a praia de graça, vá lá.)
Para norte, paga-se até Esmoriz, a partir daí e até ao Porto tudo indica que não irá ser cobrado.
Portanto, das três uma. Ou se luta intransigentemente contra a introdução das portagens, ou então escolha, filas ou euros.
No entanto tanto a paciência como o dinheiro são coisas que vão começando a escassear.
Cliquem no cartoon para ampliar, porque é isto que vai acontecer.
Por ser também a minha opinião, publico este post.
Também uma pequena observação.
Não é revelado neste artigo, mas defendo alterações ao sistema eleitoral e também aqui partilho em grande parte das ideias de um estudo feito pelo André Freire.
É um estudo que deverá ter pelo menos um ou dois anos.
Muito sucintamente. Propõe que os deputados sejam escolhidos por listas tal como acontece agora, mas que o eleitor possa votar também no seu deputado, não, não são círculos uninominais (que sou radicalmente contra), o partido terá sempre o número de deputados consoante a sua votação tal como hoje, o que não acontece obrigatoriamente é que o(s) deputado(s) que são eleitos tenham que ser obrigatoriamente o indicado pela ordem do aparelho partidário.
Um exemplo: Eu que sou eleitor no distrito de Aveiro, hoje ao votar no partido A, estou a contribuir para que o primeiro, depois o segundo e assim sucessivamente, na lista de candidatos a deputados, sejam os eleitos através do meu voto.
Nesta proposta alternativa, eu posso escolher o candidato que quero que seja eleito pelo partido A, contando sempre o meu voto para a representação partidária no parlamento da república.
O que se ganha: Mantém-se a proporcionalidade na representação partidária, continua-se a votar em conteúdos programáticos concretos, decorrentes do programa eleitoral a que cada partido se apresenta às eleições, evitando-se (não totalmente, mas atenua-se bastante) a vergonhosa situação dos deputados serem escolhidos por critérios que nada tem a ver com competência, mas sim com amiguismo, compadrio, subalternização e subserviência perante o aparelho partidário e por fim, promove-se uma maior aproximação entre deputados e eleitores, pois o trabalho dos deputados e partidos começarão a ser melhor reconhecidos e avaliados pelas populações, têem é que trabalhar para isso!
Se o mundo e as pessoas fossem todas sérias estas soluções eram escusadas e o actual modelo seria bom, como tal… estou com o André Freire.
“Há por aí uma petição que pede uma redução do número de deputados de 230 para 180. Os peticionários alegam razões de natureza “económica”, “moral” e “ética”. Defendem que a fixação do número de representantes no limite (constitucional) superior (230) resulta de “falta de bom senso político”, “oportunismo partidário” e “ignorância sobre o que se passa noutros países”. A petição está mal escrita e revela, primeiro, um profundíssimo desconhecimento da matéria; segundo, não têm razão quanto aos argumentos económicos; terceiro, revela uma atitude populista, anti-política, anti-partidos e, no fundo, contra a própria democracia. Vejamos porquê.
Em primeiro lugar, a petição revela um profundo desconhecimento da matéria versada e faz acusações gratuitas que raiam o insulto. Vários estudos têm revelado que o nosso país não tem um número excessivo de deputados, e a imprensa deu abundante eco deles. Por exemplo, Paulo Morais, comparando Portugal com os outros países da UE, demonstrou na revista Eleições (nº 5, 1999, DGAI-MAI) que o número de deputados é adequado à nossa dimensão populacional; a fazer-se algum ajuste devia ser para 220. Num estudo mais recente (Para uma melhoria da representação política. A reforma do sistema eleitoral, Lisboa, Sextante, 2008), comparando os números médios de eleitores por deputado na Câmara Baixa de cada país (Portugal versus a UE 27+3), demonstrou-se, mais uma vez, que o número de deputados é adequado à nossa dimensão populacional.
E porque é que o número de deputados é importante para o funcionamento da democracia? Primeiro, por causa da representação territorial, sobretudo das zonas menos populosas. Por exemplo, com o sistema actual, algumas regiões do país têm já muito poucos deputados e, se se reduzisse o seu número para 180, ficariam com menos ainda: Portalegre (2 para 2), Beja (3 para 2), Évora (3 para 3), Bragança (3 para 3), Guarda (4 para 3), Castelo Branco (4 para 3), Açores (5 para 4), Vila Real (5 para 4), Viana do Castelo (6 para 4) e Madeira (6 para 4). Segundo, porque o número de lugares por círculo tem um impacto crucial no nível de proporcionalidade do sistema eleitoral: influencia de forma determinante o pluralismo na representação política. Exemplificando, num círculo com 10 deputados são precisos, em média, cerca de 7,8 por cento dos votos para um partido poder eleger um representante; num círculo com 5 são 13,3 por cento; num com 3 são 18,8 por cento; etc. Portanto, como uma redução do número de deputados levaria a uma diminuição do número de lugares por círculo, isso levaria a menor possibilidade de representação parlamentar dos pequenos partidos, sobretudo nos círculos mais pequenos. Os nossos concidadãos nessas regiões seriam duplamente prejudicados: teriam menos representantes e menos opções viáveis, logo seriam (mais) constragidos ao voto útil (nos dois grandes). Isto poderia levar à redução do pluralismo, com custos para a democracia, e a um aumento da abstenção (para os concidadãos que, apesar de constrangidos, não quisessem votar útil…). Se há algum dado seguro da sistemática eleitoral é o de que uma menor proporcionalidade implica menor participação.”
Por André Freire
Publicado também no ladrões de bicicletas
finalmente, após tanta insistência de que este deveria ser um grupo presente em qualquer noite de verão e festa, após tanta espera, após tanta ansiedade, eis que dia 5 de junho, pelas 22h, os festivos anonima nuvolari actuam na feira do doce e do pão-de-ló em ovar!!! finalmente!!!
“Situados entre o último dos românticos e o primeiro dos punks, os Anonima Nuvolari vão bem com tudo menos com a tristeza sem poesia e o amor sem gosto. Cinco boémios vestidos a rigor pedalam na volta a Itália em 50 anos. De Renato Carosone a Vinício Capossela. De Fred Buscaglione a Paolo Conte. Correm a música, o espírito e a festa de um pais; uma festa ambulante trazida pelo pó da estrada e levada ao brilho dos grandes salões. Barro e cristal” – Célia F. – Revista DIF (Junho 2008)
Já não nos choca, rimo-nos.
Os assessores de Sócrates fizeram saber que Chico Buarque quis conhecer José Sócrates. Mais uma mentirinha. Palavra a Chico Buarque:“Foi o vosso ministro quem pediu o encontro. Aliás, nem faria muito sentido eu pedir um encontro e o primeiro-ministro vir ter à minha casa”, disse o músico e escritor brasileiro ao PÚBLICO, através de correio electrónico. Chico Buarque ficou indignado ao saber que a imprensa nacional estava a contar uma versão bastante diferente.
No sábado, fui uma das centenas de milhar de pessoas que foram à manifestação em Lisboa. Uma grande manifestação.
No final quando nos reunimos no autocarro para fazermos a viagem de regresso, contaram que tinha existido problemas com a policia. Achei estranhíssimo, pois tudo tinha corrido dentro da normalidade e a desmobilização decorreu tranquilamente. Quando cheguei ao Porto contaram-me o que tinha acontecido e desvalorizei o episódio, apenas com o amargo de boca, que mais uma vez a policia interviu despropositadamente e que pudesse existir algum aproveitamento do caso e branqueando assim a noticia que foi a manifestação.
Por isso quando fui ver as noticias e quando vi esta miserável e vergonhosa reportagem da RTP 1 que inventava uma fábula para aquilo que tinha acontecido.
E eis o que aconteceu. A noticia do Sol explica.
“Tudo começou devido a um desentendimento entre um cliente de um café e um empregado desse mesmo estabelecimento que chamou de imediato a polícia.
Logo de seguida chegaram cerca de 20 polícias, incluindo elementos do corpo de intervenção, armados com carabinas, para tentarem apaziguar os ânimos.
No entanto, no local encontravam-se centenas de pessoas que tinham participado na manifestação contra o Governo, convocada pela CGTP do dia de hoje, e após algumas trocas verbais, a polícia começou a agredir manifestantes.
Os membros do corpo de intervenção da polícia começaram a agredir as pessoas presentes no local com bastões e alguns elementos da polícia à paisana agarraram em alguns manifestantes, atirarando-os para cima de esplanadas e contra as montras dos restaurantes.
Cerca de 20 minutos depois da confusão se ter instalado, a polícia chamou reforços de modo a ajudar as restantes forças políciais a se retirarem do local.
A maior parte dos polícias no local não se encontravam identificados.”
É este o poder da mentira.
“Não me digas que não me compreendes
Quando os dias se tornam azedos
Não me digas que nunca sentiste
Uma força a crescer-te nos dedos
E uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compreendes”
Uma pequena passagem da música do Sérgio Godinho “Que força é essa”.
Para quem não conhece, aconselho vivamente, para quem a conhece nunca cansa, bem pelo contrário cantamo-la com mais força.
Tem sido este o meu estado de espírito, que hoje culminou com as medidas aprovadas em conselho de ministros, retirando os parcos apoios suplementares a quem se encontra na situação de desemprego.
Triste é o país que trata desta forma quem mais precisa e pior, os seus filhos.
Apenas dois exemplos das medidas tomadas:
- Fim do abono de família suplementar.
- Fim do apoio suplementar no valor de 10% do subsídio de desemprego para agregados familiares com filhos.
Não me digas que não compreendes.
Via ladrões bicicletas publico um post sobre a entrevista do economista João Ferreira do Amaral ao Jornal de negócios. Pela seguinte razão, na praça (sobretudo televisão e a maior parte dos jornais) de vinte economistas ouvidos, dezanove pertencem ao unanimismo do pensamento único financeiro. Hoje estamos a fazer serviço público, dedicamos espaço ao pensamento económico .
«Hoje é relativamente consensual que a entrada na zona euro foi a principal razão da perda de competitividade.»
«(…) a baixa da taxa de juro não é necessariamente uma benesse. Tudo depende do que vamos fazer ao crédito. E, com uma taxa de câmbio desajustada, como nós tínhamos, foram criados incentivos para a aposta no sector não transaccionável, o que criou a dívida insustentável que temos agora.»
«Mesmo que [uma queda de 20 a 30% dos salários] fosse socialmente exequível, a medida acabaria por ser ineficaz. Repare que o conteúdo de salários das exportações é de 30%. Se, por absurdo, se cortasse 30% nos salários, a nossa competitividade apenas aumentava 9%. Bastava uma oscilação do dólar para essa vantagens desaparecer.
«É melhor pensar em coisas exequíveis, como negociar com a Europa uma forma de alterar as instituições (…). Não tenhamos ilusões: se não conseguirmos uma alteração do enquadramento da Zona Euro, não estaremos muito mais tempo dentro dela.»
«A Europa não percebe que quantos mais planos de austeridade fizer mais ataques especulativos ela vai sofrer.»
Continuar a ler aqui
Via Notícias de Ovar.
Porque a cultura é importante e um caminho para a acção social, um grupo de alunos da Escola Secundária José Macedo Fragateiro (Ovar) criou o projecto «Dissecação Vareira».
Durante o ano lectivo de 2009/2010, levou a cabo diversas entrevistas e reportagens, levando as questões mais pertinentes às autoridades responsáveis pelas suas respostas.
O fruto é «Dissecação Vareira – O Documentário», uma aventura pela bela cidade de OVar, analisando os pontos mais importantes da mesma.
Parte deste documentário foi apresentado no dia 22 de Maio de 2010, no Pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Ovar. A restante componente ambiental do projecto associada a um debate com figuras de destaque da nossa sociedade será apresentada no dia 5 de Junho de 2010, no Bar do Centro de Arte de Ovar.
Com os concertos de hoje e amanhã esgotadíssimos apenas resta esperá-los no Optimus Alive, onde já estão confirmados.
De qualquer maneira há uma boa noticia, o concerto de amanhã na Casa da Música é transmitida aqui na Antena 3.
A outra boa noticia, é que apesar do sucesso são ainda uma banda recente o que faz com que toda a música dos The XX estão disponíveis no Youtube.
Hoje no Público aparece esta noticia “Brisa (Grupo Mello) vai acabar com operadores nas portagens e propõe rescisão a 1280 trabalhadores”. A Brisa vai proceder à automatização de toda a rede de auto-estradas em Portugal, num total de 1160 quilómetros de extensão, não sobrando um único portageiro.
Só pergunto uma coisa, os gestores, administradores e afins, vão ficar ou vão embora. Se ficarem, é para administrarem e gerirem o quê? Eu proponho apenas três operadores informáticos, um por cada turno de oito horas e arruma-se o assunto num instantinho.
Realmente falta uma coisa, a quem dar os prémios e os bónus no final do ano. Huuummmm… afinal alguém tem que ficar.
A dívida ou o euro é um bom post que podem encontrar no Politeia. Se tiverem tempo sugiro-vos que dêem uma olhadela também pelos posts da última semana.
Com a sala do Bar do centro de arte muito bem composta, ontem realizou-se a projecção do segundo filme da Mostra de Cinema Independente.
Sicko de Michael Moore não defraudou. Um documentário comprometido com os cuidados de saúde universais, cáustico e sério, divertido e pedagógico, retirou risos e solidariedade perante um público que sente cada vez mais, que refletir é preciso.
No fim, em conversas paralelas, foram várias as ideias e contributos para o futuro e elogios pela iniciativa. Desta forma, é com prazer que desde já vos convidamos para o próximo filme que se realizará já no próximo dia 24 de Junho.
La Haine, um filme forte, que problematiza a questão da imigração e da sua integração nos países de acolhimento, deixa um registo cru e violento sobre essa realidade. Os desafios e a reflexão necessária para os poder superar é todo o contexto subjacente a esta produção. Premiado em vários festivais europeus é um filme a não perder.
Um abraço e até ao próximo mês.
Quando a Alemanha e a França aprovaram o “plano de estabilização financeira” de 750 mil milhões de euros, não tiveram como principal propósito garantir a estabilização e desenvolvimento das economias mais frágeis, casos da Grécia, Espanha e Portugal, mas sim o pagamento da dívida ao seu próprio sistema financeiro por parte desses mesmos países. Vimos então uma imposição de medidas draconianas a estes países que se traduzirão em politicas recessivas e de aumento da degradação social.
Por cá, hoje foi o culminar de uma série de declarações que desde ontem têm vindo a surgir por parte dos senhores da Banca. Primeiro foi Fernando Ulrich, CEO do BPI, depois Santos Ferreira, CEO do BCP, e por último Faria de Oliveira presidente da Caixa Geral de Depósitos. Nunca em dissonância, estas declarações vêm dizer que a situação do país é grave (o que concordo) e que é preciso mudar de vida. Chegam a dizer que os “índices de casa própria e segunda habitação, férias no estrangeiro, gastos na restauração e número de carros por agregado por familiar são significativamente altos para os ordenados que temos, (o que também concordo, coisa rara com estes rapazes). O que omitem é também a sua própria responsabilidade neste números, que vai desde a politica de crédito exercida pela Banca nos últimos anos, até há vigarice que faziam quando eram complacentes com os construtores civis na avaliação de imóveis e na deferência de créditos que não tinham o objectivo inicial (caso no crédito da habitação que ainda sobrava dinheiro para o carro, electrodomésticos, mobiliário e por vezes até para a lua de mel!!).
Mas o que mais me incomoda é que todos eles falam, falam, falam, mas não analisam, e não propõem medidas e alternativas de futuro. Não o fazem porque, tal como no passado não atribuem ao crédito e ao financiamento uma ferramenta que deve ser racionalmente utilizada e não ao sabor do mercado. Por isso é que a politica de crédito, sempre foi fácil quando direccionada ao consumo ou ao mobiliário (acções e produtos financeiros), em detrimento da produção e ao investimento (a não ser investimentos com a garantia do estado, aí é uma pressinha para ser o escolhido para fazer o project finance).
Quando falamos da função social das empresas, a finança teria que a ter de um a forma ainda mais acrescida, através de regulação ou de uma lei direccionada para o efeito, não sei, mas teria que a ter.
Eu não sei qual a vossa opinião, mas quando deposito o meu dinheiro num banco, sei que é um activo financeiro ao serviço de quem o tem, não me pode ser indiferente como o utiliza.
Este pequenino, mas pertinente post, é retirado do ladrões de bicicletas portanto apenas vou reproduzi-lo.
O plano de socorro à Grécia “repete as mesmas receitas que nos foram aplicadas e que provocaram (o que se passou) em 2001 (…) Estão a repetir as mesmas políticas que só servem para salvar o sistema financeiro. Acreditamos que estão condenadas a falhar e, por isso, não as aplicamos no nosso país”.
Cristina Kirchner, Presidente da República Argentina, enquanto explicava o voto favorável, mas crítico, ao plano do FMI.
Pensávamos que era só na Grécia, mas não. O caldo entornou.
Ontem no público uma noticia deu a conhecer tudo aquilo que a malta suspeitava, o Governo sabia perfeitamente os números da economia, mas manteve-os escondidos durante as eleições. Hoy (para estar conectado com o tom do primeiro ministro) o ministro das finanças diz também que: “as medidas de austeridade vigoram enquanto for necessário”.
O que isto quer dizer é o seguinte, mente-se e depois exige-se.
Começa a ser insuportável. A grande questão é que quando falamos entre nós, dizemos o que toda a gente diz. Já ninguém liga, a mentira, a desresponsabilização e a falta de vergonha já não serve de nada. Não tem consequências!
Isto começa a ficar perigoso, porque quando alguém vier pedir contas, já não vai ser por estas questões, nem de boas maneiras.
Estão agendados novos protestos contra a introdução das portagens nas três Scut`s do Norte Litoral. As comissões de utentes anunciaram novos protestos para 24 e 26 de Maio e para 2 de Junho
Há dois dias atrás tinha aqui postado sobre a World Press Photo, para quem gosta de fotojornalismo é uma exposição sempre marcante. Nunca saímos de lá como quando entramos.
Por coincidência tinha mostrado a uns amigos meus estas fotos publicadas no El País, que por causa dos direitos de autor não as pude publicar, mas hoje ao passar pelo 5 dias deparei-me com este grande vídeo que conta essa mesma história.
Não é nenhum tributo há violência, mas sim há forma como se conta uma história, centrando-se numa personagem (um cão), o manifestante Grego. Muito mais que o vídeo, as fotos do El País é que são impressionantes.
São fotos que para o ano estarão no World Press Photo. Digo eu.
Não é para troçar desta fotografia que retirei do spectrum, não.
A razão pela qual falo hoje no Cavaco, ou melhor no Presidente da República é por isso mesmo, é que do Cavaco é o Presidente da República. E portanto quando um jornalista lhe perguntou hoje o que pensava das medidas adicionais que foram apresentadas pelo Governo, não admito como Português que o Presidente da República diga que não se pronuncia sobre a vida politica e económica do país enquanto o Papa estiver em Portugal.
Não só porque o momento o justifica, mas também pelo simples facto que em Portugal o Estado é laico, deixando as questões da fé para os fieis, salvaguardando as instituições para os superiores interesses do país. E neste caso, sem desrespeito pelo Papa, devo dizer que a baixa dos salários, o aumento do IVA, a tributação das poupanças, do mais que esperado aumento do desemprego e das dificuldades associadas a estas medidas, é-me a mim, e presumo também, para a grande maioria das pessoas muito mais importante do que a visita Papal.
A foto diz tudo.
Perguntei na segunda feira e a confirmação chegou. Dia 13 de Maio a escola ia encerrar.
Já não me acontecia há muito, mas hoje queria mesmo ir trabalhar.
Indignado, embora sem culpa, sinto que me instrumentalizaram neste grande acto de bajulação e provincianismo deste Portugal paroquial.
Como eu gostava de estar a trabalhar.
“Candidatura do fado a património mundial chega à UNESCO em Junho” no Público de hoje
Com esta semana de Futebol e Fátima, só faltava mesmo o Fado. Com o Papa a recordar saudosamente o Cardeal Cerejeira e esta trilogia que nos faz pensar noutros tempos, já estou como o Ricardo Araújo Pereira no seu artigo da Visão desta semana, “Não sei se o Papa veio abençoar-nos ou dar-nos a extrema-unção.
A igreja é imparável. Viva em Portugal e consiga o verdadeiro milagre 3 em 1. Este deve ser o verdadeiro terceiro segredo de Fátima, sim só Fátima, ou melhor, só em Portugal. Tenha um feriado, ao ir ver o Papa acene e receba 3,5 euros hora!
Hã, quem é amigo quem é? É o Papa. Veja toda a noticia aqui.
Já que perderam a vergonha pelo menos que pagassem um bocadinho mais!
Enquanto esperamos pela exposição que irá decorrer na cidade da Maia da World Press Photo 2010, deixo-vos aqui as fotos vencedoras nas diversas categorias.
Vale a pena.
É já no dia 20 de Maio que vai decorrer a projecção no Bar Centro de Arte o próximo filme da Mostra de Cinema Independente (Sicko de Michael Moore). Mas não é por causa do próximo filme que escrevo, mas sim por causa do anterior o que decorreu no passado dia 22 de Abril (Neste Mundo Livre) do Ken Loach. Ao passar pelo site da Cinemateca Portuguesa vi que vai passar no dia 17 de Maio este mesmo filme apresentado pelo Manuel Carvalho da Silva. É também com esta perspectiva que fazemos este Ciclo de Cinema.
Conhecer, pensar e debater. Para que não sejamos acríticos.
Artigo publicado na última visão de 6 de Maio.
“Há 12 anos publiquei, a convite do dr. Mário Soares, um pequeno texto (Reinventar a Democracia) que, pela sua extrema actualidade, não resisto à tentação de evocar aqui. Nele considero que um dos sinais da crise da democracia é a emergência do fascismo social. Não se trata do regresso ao fascismo do século passado. Não se trata de um regime político, mas antes de um regime social. Em vez de sacrificar a democracia às exigências do capitalismo, promove uma versão empobrecida de democracia que torna desnecessário e mesmo inconveniente o sacrifício. Trata-se, pois, de um fascismo pluralista e, por isso, de uma forma de fascismo que nunca existiu. Identificava então cinco formas de sociabilidade fascista, uma das quais era o fascismo financeiro. Retomo o que então escrevi.”
Ler o resto do artigo na página da revista visão
Ricardo Rodrigues eleito para o Conselho Superior de Segurança Interna. Ver a noticia aqui
Mais um dia, nada de novo. Os mercados, sempre os mercados, essa entidade esotérica, que manda, manipula, rege, e se auto regula. Mas afinal a quem se destina o mercado? Qual a sua função na economia? Que papel têm as agências de rating? Qual o papel da Bolsa?
Podia continuar, mas sempre que respondo a uma destas e outras perguntas, nunca encontro as pessoas. Será que há economia sem pessoas?
Algumas noticias e artigos do nosso maravilhoso mundo.
“Euribor a 12 meses já está nos 1,240%” a noticia no Diário Económico
“Zapatero defiende el proyecto europeo frente a las “dudas” de los “egoístas” con “escasa perspectiva de futuro” a noticia aqui no El país
“Quem vai pagar a consolidação orçamental alemã:” leiam o dossier Crise, no blog ladrões de bicicletas
“A Eurolândia arde: futuro da Grécia na mãos dos mercados ” artigo de Michael Kratke no Carta Maior