Como devem ter reparado não tenho tido grande tempo para postar.
E agora por motivos maiores esta semana ir-me à ser impossível.
Como tal até daqui a uma semana.
Uma última nota o 3º filme da mostra de cinema correu bem.
Como devem ter reparado não tenho tido grande tempo para postar.
E agora por motivos maiores esta semana ir-me à ser impossível.
Como tal até daqui a uma semana.
Uma última nota o 3º filme da mostra de cinema correu bem.
Ontem foi Espanha.
Este post poderia estar a ser escrito hoje como à mês e meio. Desde o inicio da crise Grega, que os países Europeus têm vindo a adoptar os mais variados planos de austeridade.
Pressionados pela especulação e pelo crivo dos mercados, todos têm optado pela mesma bitola. Austeridade, austeridade e austeridade, consequência, recessão, recessão e recessão.
Os cortes nos apoios sociais, nos serviços públicos, nos salários, na segurança social, despedimentos, subidas de impostos e a degradação na protecção ao trabalho, têm feito escola.
Quando o problema que enfrentamos é um problema de crescimento económico, reparamos que todas estas medidas, são contra natura. O crescimento só se repercute de três maneiras, através do investimento, do consumo e das exportações. Na área do investimento, temos três grandes dimensões: nos recursos humanos e reconversão dos trabalhadores, em maquinaria e tecnologia, e na educação/formação das crianças e jovens; na área do consumo, certamente que não passa por despedimentos, cortes de salários e cortes de apoios aos desempregados, cortes nas pensões e maior taxação sobre os rendimentos do trabalho; e na área das exportações, é preciso que se produza mas que haja quem compre, quando todos apostam não no seu consumo mas, apenas no consumo dos outros, todos vão perder e a dinâmica económica vai ser recessiva.
Para uma melhor percepção macro e mais transversal dos enormes erros que estão a ser cometidos na Europa deixo-vos este excelente post via politeia sobre o plano do modelo Alemão, as suas consequências, os sinais e a direcção que impõe dá para o resto da Europa, também sobre os planos de austeridade este post via carta Maior, que é bastante interessante pala forma que vai dissecando o problema da economia espanhola e do seu financiamento. O que para um leitor atento pode começar a reparar nas repercussões e no contágio que irá ter em Portugal, para finalizar, uma noticia do público em que o Paul Krugman (Nobel da economia) desfaz a politica monetarista da União Europeia e como o Banco Central Europeu, através do seu conservadorismo pode induzir novos riscos para a economia Europeia, como conflitos sérios com a Economia Americana.
Entre linhas o que vem dizendo é que com a actual politica expansionista (não tanto como ele desejava, mas ainda assim, expansionista) dos Estados Unidos, estes não vão entrar no jogo do ferrolho Europeu e portanto, para conservar os empregos e a dinâmica de aquecimento da economia que estão a tentar fazer através do seu endividamento, o proteccionismo económico face à Europa irá voltar.
Mesmo para quem tem preguiça para ver os vídeos, ou clicar nos links das noticias, desta vez não o façam (claro é só uma sugestão).
Este filme disponibilizado pela NASA mostra as primeiras sequências de imagens captadas pelo Solar Dynamics Observatory (“SDO”, uma sonda lançada a 11 de Fevereiro de 2010, composta por quatro telescópios e que está numa órbita a 36000km de altitude) .
A definição é incrível. As explosões solares são tão nítidas que vale a pena vê-las em ecrã inteiro.
Não é só para quem gosta de ciência. São imagens que deixam qualquer um de boca aberta.

Esta quinta feira às 21:30 no Bar do Centro de Arte o terceiro filme da Mostra de Cinema Independente.
La haine, um filme que tem como pano de fundo o quotidiano dos bairros sociais franceses, e o seu confronto com uma realidade que está logo ao virar da esquina.
Esta realidade não é mais do que, estar fora do seu bairro, um mundo que não controlam e que não fala a sua linguagem.
Cru e intenso, é sem dúvida o filme mais revelador das assimetrias existentes das sociedades contemporâneas, e a forma que estas encontraram para se defenderem das suas próprias contradições. A ferramenta foi guetizar.
Um excelente filme para ver.
Até quinta, depois do futebol!!

Saramago morreu. É triste? É, mas Saramago deixa o legado das vozes livres. Elas não se calam com o seu desaparecimento.
Foram 87 anos, idealistas mas controversos, comunicantes mas comprometidos. E é, neste sentido, que podemos aplicar este provérbio popular, pois era aí que ele gostava de estar.
Por morrer uma andorinha não se acaba a primavera.
Como qualquer racionalista, sabemos que isto não é um até breve. Acabou! Mas a construção e a participação na nossa memória colectiva foi a sua existência e é no nosso presente e nas nossas referências para a construção do futuro que ele permanece.
Isto é Saramago.
Para começar este post, gostaria de começar pelas boas noticias, porque afinal de contas nem tudo é mau e nem toda a gente perde. No passado dia 16, o governo pagou a dívida de 450 milhões de euros que o BPP devia aos bancos com o aval do estado. Aval este, que foi considerado ilegal pelo Tribunal de Contas. De referir também que estes 450 milhões de euros são mais do que toda a receita cobrada a mais pelo aumento de 1% nas diferentes taxas do IVA.
1ª Só o aumento do imposto que vamos pagar, já teve destino e ainda não chegou.
Ficando contente por a vida não correr mal a toda a gente! foi de forma incrédula que ontem li a noticia do corte aos apoios sociais promovida pelo governo.
Bem a noticia começou por me chatear apenas um pouquito, porque lembrei-me da noticia do pagamento da divida aos bancos, e lembrei-me, que com toda a certeza quem mais iria sofrer com o aumento do IVA, era quem iria sentir na pele estes cortes.
Com alguma justiça pensei que talvez a banca pudesse contribuir para esse pagamento, e sei lá, pagasse o mesmo IRC que outra qualquer empresa, mas não, mais uma vez não iria ser assim.
E fiquei chateado, claro que fiquei chateado.
E entrámos no fado do costume. Então aqui vai.
Para mascarar estas medidas começaram por lançar laivos de justiça, dizendo que os apoios sociais seriam retirados a quem tivesse mais de 100 mil euros em dinheiro ou em acções, podendo a segurança social sempre que se justificar ter acesso às contas bancárias. Desde logo esta medida é pura demagogia.
Os portugueses que recebem apoio social e que necessitam dele não têm nem esse dinheiro nem muito menos esse valor em acções e depois não se percebe a quebra do sigilo fiscal só para esta medida (é porque não se vai utilizar, advogam-na para vender uma cara que não a têm), é que esta é requerida para o combate à corrupção e evasão fiscal há muito e aqui o governo nem sequer mexe.
E agora vem o pior os cortes chegam praticamente a todos apoios sociais: rendimento mínimo, subsídios sociais de desemprego e parentalidade, na acção social escolar, no ensino superior público, comparticipação de medicamentos e taxas moderadoras, entre outras. De pensionistas (mesmo as pensões mais baixas), a desempregados, de pessoas que recebem o salário mínimo, a deficientes, de grávidas a pessoas com mais de três filhos, todos e todas vão sofrer com isto. E adivinhem lá, nenhuma terá 100 mil euros em dinheiro ou acções.
O Secretário de Estado justifica estas medidas, com os argumentos de justiça e rigor, mas quando indagado sobre as consequências da justiça e do rigor, revela que as prestações terão na pratica um valor inferior ao actua,l permitindo encaixar 200 milhões de euros.
Como dizia um outro blog.
Porque é que dizem que são sempre os mesmo a pagar a crise?
Porque se calhar é verdade!
Hoje no Centro de Arte às 22:30. Preço 4 euros.
A Volkswagen apresentou o seu primeiro veículo de duas rodas e o conceito “Think Blue” na Auto China 2010. Por incrível que possa parecer, a bicicleta da Volkswagen chamou mais atenção das pessoas do que os seus próprios carros, além disso gerou no mundo inteiro curiosidade para ver neste vídeo do you tube como ela funciona.
A empresa tem-se referido a ela como a obra de arte da mobilidade. A VW Bike não tem pedais, é dobrável, travão de disco nas duas rodas e funciona com uma bateria que pode ser recarregada no próprio carro, em corrente contínua ou numa tomada AC comum. Foi concebida para se encaixar perfeitamente no compartimento do pneu sobresselente do carro.
O Conceito de mobilidade deste equipamento é para que a bicicleta seja um complemento do carro. Assim, o motorista poderia deixar o carro num estacionamento fora dos grandes centros congestionados e mover-se em zonas com tráfego elevado na sua bicicleta eléctrica.
Para saber mais leia aqui
Artigo enviado via mail por Ismael Varanda
A plataforma Envolve-te com o apoio da Cooperativa Habitovar, promovem a acção de formação em representação teatral do actor e encenador Rui Silva.
A acção de formação visa criar ferramentas para alertar e desenvolver a consciência do actor. Serão desenvolvidos exercícios e situações que permitam alargar/expandir essa consciência – a relação do actor com o outro e com o espaço. Por outro lado e sempre em estreita relação com o espaço, perceber o que se altera no “jogo” ena própria identidade do “eu” actor com a presença do outro e trabalhar essas sinâmicas.
Enquanto actor, O Rui trabalhou com João Grosso, António Capelo, Lúcia Sigalho, Kuniaki Ita, Rogério de Carvalho, Jerzy Klesley, Joana Providência, José Mora Ramos, Nuno Pino Custódio, Miguel Seabra, entre outros.
Encenação de “A Minha Família”, de Carlos Liscano (Espéctaculo premiado no IV Festival de Teatro da Póvoa do Lanhoso com os seguintes prémios: Melhor Espectáculo, Melhor Encenação, Melhor Luz, Melhor Actor e Menção Honrosa para melhor Actriz) e “Da Ocidental Praia Lusitana” (Prémio de Melhor Encenação no CALE-se – Festival Internacional de Teatro de Amadores 2009).
No cinema destacam-se as curtas metragens “Pobre de pedir”, e “Procura-se amigo” – Festival de Nationen 2008 – Áustria – Urso de Bronze – Ovarvídeo 2008 – Melhor Argumento, “3 Caminheiros” e “Escolha Indiferente”.
Os horários da formação são os seguintes:
Dia 25 de Junho – 20h30 às 24h;
Dia 26 de Junho – 14h30 às 19h30;
Dia 27 de Junho – 14h30 às 19h;
Os preços são hoje publicados em Diário da República e entram em vigor a partir do próximo dia 1 de Julho.
CONCESSÃO NORTE LITORAL
A28
Pórtico 1 (localizado entre Angeiras-Modivas) – 0,95 €
Pórtico 2 (localizado entre Póvoa do Varzim-Estela) – 1,20 €
Pórtico 3 (localizado entre Esposende-Antas) – 1,15 €
Pórtico 4 (localizado entre Neiva-Darque) – 0,75 €
CONCESSÃO GRANDE PORTO
A4
Pórtico 1 (localizado entre Custóias-Via Norte Nascente) – 0,25 €
Pórtico 2 (localizado entre Via Norte Nascente-Ponte da Pedro) – 0,25 €
A41
Pórtico 1 (localizado entre Perafita-Aeroporto) – 0,20 €
Pórtico 2 (localizado entre Lipor-EN 13) – 0,25 €
Pórtico 3 (localizado entre EN 13-EN 14) – 0,15 €
Pórtico 4 (localizado entre EN 14-EN 107) – 0,45 €
Pórtico 5 (localizado entre Maia (A3)-Alfena) – 0,20 €
Pórtico 6 (localizado entre Alfena-Sto Tirso) – 0,65 €
Pórtico 7 (localizado entre Ermida-IC24/IC25) – 0,10 €
A42
Pórtico 1 (localizado entre IC24/IC25-Seroa) – 0,55 €
Pórtico 2 (localizado entre Paços Ferreira Este-EN 106 Sul) 0,50 €
Pórtico 3 (localizado entre EN 106 Norte-Lousada (IP9) 0,60 €
CONCESSÃO COSTA DE PRATA
A17
Pórtico 1 (localizado entre Mira-Ponte de Vagos) – 1,00 €
Pórtico 2 (localizado entre Vagos-Ílhavo) – 0,50 €
Pórtico 3 (localizado entre Aveiro Sul-S. Bernardo) – 0,65 €
A25
Pórtico 1 (localizado entre Esgueira-Aveiro Nascente (IC1/IP5) – 0,50 €
Pórtico 2 (localizado entre Zona Industrial de Aveiro-Angeja Poente) – 0,65 €
Pórtico 3 (localizado entre Angeja (IC1/IP5)-A1) – 0,25 €
A29
Pórtico 1 (localizado entre Salreu- Estarreja) – 1,00 €
Pórtico 2 (localizado entre Estarreja-Ovar) – 0,75 €
Pórtico 3 (localizado entre Arada-Maceda) – 0,75 €
Pórtico 4 (localizado entre Miramar-A29/A44) – 0,4
As leituras de fim de semana serviram para ter novos dados sobre nós, a Europa e o Mundo.
Por cá, soubemos que entre 1998 e 2008 foram 700 mil os portugueses que deixaram o país para emigrar, para que tenhamos uma ideia é mais do que o número de desempregados que aparecem nas estatísticas oficiais (10,8%). Ao mesmo tempo soubemos que à excepção de Angola, os países de acolhimento continuaram a ser os europeus, o que possivelmente faz pensar que face aos constrangimentos decorrentes das politicas recessivas que têm vindo a ser adoptadas por todos os países da zona Euro, uma nova vaga de pessoas poderão começar a voltar, processo que já acontece para quem trabalhava em Espanha.
O número de insolvências continua a crescer, desde o início do ano são já 1800. De referir o comercio e a construção, como os principais sectores afectados. O que também quer dizer que o crescimento do PIB obtido no primeiro trimestre (1,8%) em que o consumo interno foi um dos motores, não é suficiente para cavar o definhamento da economia. E ainda as medidas dos sucessivos PEC`S que já vieram e estarão para vir ainda não se começaram a sentir.
Nos Estados unidos os números do emprego continuam a não animar. Estados Unidos que fizeram cair o primeiro ministro japonês, devido à decisão da permanência de uma base naval americana em território Japonês. Com uma enorme divida pública, uma estagnação económica dura quase há 10 anos e com taxas de juro de 0% o milagre tecnológico japonês não está a conseguir vencer os “desafios” do Mundo.
Em dificuldades continua a Bélgica que a prazo irá ser um país ou mesmo dois países diferentes.
Para terminar as boas noticias. Na China as greves e a pressão dos trabalhadores mesmo contra o “sindicato oficial” tem conseguido aumentos e conquistas laborais importantes em grandes empresas multinacionais. A tecnologia barata terá um fim?
Começou o Mundial.
Como tudo, coisas boas e más.
As boas noticias, primeiro é a própria competição, para quem gosta do jogo é sem duvida uma “prisão” à televisão. Nestes primeiros dias de referir o excelente jogo da Alemanha (uma Alemanha completamente desvirtuada no seu futebol, para melhor) e o bom jogo da Coreia do Sul. A Argentina ganhou, mas o equilíbrio defensivo ainda não foi testado. Outra boa noticia é esta malta que há mais de mês e meio aparece na televisão para dizerem todos a mesma coisa, não existindo nem contraditório nem espaço às soluções e análises alternativas sobre a crise, vamos passar a vê-los muito menos.
As más noticias é que o futebol vai monopolizar todo o tempo, não deixando espaço para mais nada. Não, não é contraditório com o que disse em cima. A grande questão é que atrás do jogo vem uma série de conteúdos, histórias e mexericos, que não interessam nem acrescentam nada à competição nem ao prazer de ver o jogo.
Parece que Israel ganhou” juízo”!
Um Ministro israelita diz que após alguma reflexão, decidiram aliviar o bloqueio a Gaza. Portanto produtos como: doces, creme de barbear e chá, vão ser possíveis de poder passar a barreira israelita.
Agora a sério. Isto não é sequer desumano, é simplesmente gozo.
Ficar calado perante isto é intolerável. Agora é que é preciso uma comunidade internacional. Mas parece que não a temos.
Para uma região bloqueada à três anos, sem economia, que não produz nada e que depende em mais de 85% de todo o género de produtos, bens e serviços do exterior, estas palavras devem ser impossíveis de se ouvir.
Israel ao mesmo tempo estica a corda. Com as piores relações com os Estados Unidos de há muito tempo para cá, com a perda do maior “aliado” que tinha na região, a Turquia, e com uma coligação árabe em formação, Israel vai começar a ter algumas dificuldades em manter o status quo na região.
De estranhar ou talvez não, tem sido o silêncio da Fatah. Também pode ser o facto de nada ter chegado à nossa comunicação social, mas é de estranhar como é que na Cisjordânia ninguém fala sobre isto.
Para continuar a acompanhar.
Com o anúncio de que o preço por quilómetro será de 8 cêntimos para a classe 1 nas portagens das scuts.
Muito rapidamente pode-se concluir que para ir de Ovar para Aveiro o preço será quase de 2,50 euros. Também já se sabe que se quisermos ir pela nacional 109, não poderemos sair perto do estádio de Aveiro, pois esse troço da A25 é pago até Aveiro cidade (pode-se ir para a praia de graça, vá lá.)
Para norte, paga-se até Esmoriz, a partir daí e até ao Porto tudo indica que não irá ser cobrado.
Portanto, das três uma. Ou se luta intransigentemente contra a introdução das portagens, ou então escolha, filas ou euros.
No entanto tanto a paciência como o dinheiro são coisas que vão começando a escassear.
Cliquem no cartoon para ampliar, porque é isto que vai acontecer.
Já segui a NBA com mais atenção, o tempo e as horas não permitem, mas sempre que posso dou uma olhadela.
Em tempos de playoffs, tenta-se fazer um esforço, em tempos de final o sacrificio é um pouco maior.
De madrugada apenas consegui ver a primeira parte, mas foi o suficiente para no dia seguinte ver em deferido.
O Ray Allen na primeira parte faz 7/8 em lançamentos (mas apenas falhando o último da primeira parte, porque o score foi de 7/7) de 3 pontos mais uns quantos lançamentos livres e pançamentos de 2 pontos, terminando com 27 pontos. Na segunda parte faz mais alguns pontos incluindo um triplo, batendo o record do Pipen em triplos efectuados nas finais da NBA.
Não é só a arte de bem lançar (e isso já não é pouco), é que o Phill Jackson na primeira parte tentou tudo na defesa, do Kobe ao DerecK Fisher. A mecânica da técnica e a forma como ele joga com os bloqueios, para abrir para o lançamento dá nisto. Vejam.
Há bastante tempo que pensava em fazer um post a fazer uma chamada para o Zeitgeist.
Controverso e radical este filme não deixa ninguém indiferente. Uma visão e interpretação do mundo que não quer ser inocente nem imparcial, este filme é feito para isso mesmo. Diferente do objectivo dos seus autores o meu é fazer com que cada um faça as suas interpretações, mas que também tenha acesso a visões e formas diferentes de pensar. Não é o meu filme, mas vale a pena vê-lo.
Talvez um dia destes ainda será uma das propostas para a mostra de cinema.
Veja aqui o filme legendado
Cartoon retirado do el País
Por ser também a minha opinião, publico este post.
Também uma pequena observação.
Não é revelado neste artigo, mas defendo alterações ao sistema eleitoral e também aqui partilho em grande parte das ideias de um estudo feito pelo André Freire.
É um estudo que deverá ter pelo menos um ou dois anos.
Muito sucintamente. Propõe que os deputados sejam escolhidos por listas tal como acontece agora, mas que o eleitor possa votar também no seu deputado, não, não são círculos uninominais (que sou radicalmente contra), o partido terá sempre o número de deputados consoante a sua votação tal como hoje, o que não acontece obrigatoriamente é que o(s) deputado(s) que são eleitos tenham que ser obrigatoriamente o indicado pela ordem do aparelho partidário.
Um exemplo: Eu que sou eleitor no distrito de Aveiro, hoje ao votar no partido A, estou a contribuir para que o primeiro, depois o segundo e assim sucessivamente, na lista de candidatos a deputados, sejam os eleitos através do meu voto.
Nesta proposta alternativa, eu posso escolher o candidato que quero que seja eleito pelo partido A, contando sempre o meu voto para a representação partidária no parlamento da república.
O que se ganha: Mantém-se a proporcionalidade na representação partidária, continua-se a votar em conteúdos programáticos concretos, decorrentes do programa eleitoral a que cada partido se apresenta às eleições, evitando-se (não totalmente, mas atenua-se bastante) a vergonhosa situação dos deputados serem escolhidos por critérios que nada tem a ver com competência, mas sim com amiguismo, compadrio, subalternização e subserviência perante o aparelho partidário e por fim, promove-se uma maior aproximação entre deputados e eleitores, pois o trabalho dos deputados e partidos começarão a ser melhor reconhecidos e avaliados pelas populações, têem é que trabalhar para isso!
Se o mundo e as pessoas fossem todas sérias estas soluções eram escusadas e o actual modelo seria bom, como tal… estou com o André Freire.
“Há por aí uma petição que pede uma redução do número de deputados de 230 para 180. Os peticionários alegam razões de natureza “económica”, “moral” e “ética”. Defendem que a fixação do número de representantes no limite (constitucional) superior (230) resulta de “falta de bom senso político”, “oportunismo partidário” e “ignorância sobre o que se passa noutros países”. A petição está mal escrita e revela, primeiro, um profundíssimo desconhecimento da matéria; segundo, não têm razão quanto aos argumentos económicos; terceiro, revela uma atitude populista, anti-política, anti-partidos e, no fundo, contra a própria democracia. Vejamos porquê.
Em primeiro lugar, a petição revela um profundo desconhecimento da matéria versada e faz acusações gratuitas que raiam o insulto. Vários estudos têm revelado que o nosso país não tem um número excessivo de deputados, e a imprensa deu abundante eco deles. Por exemplo, Paulo Morais, comparando Portugal com os outros países da UE, demonstrou na revista Eleições (nº 5, 1999, DGAI-MAI) que o número de deputados é adequado à nossa dimensão populacional; a fazer-se algum ajuste devia ser para 220. Num estudo mais recente (Para uma melhoria da representação política. A reforma do sistema eleitoral, Lisboa, Sextante, 2008), comparando os números médios de eleitores por deputado na Câmara Baixa de cada país (Portugal versus a UE 27+3), demonstrou-se, mais uma vez, que o número de deputados é adequado à nossa dimensão populacional.
E porque é que o número de deputados é importante para o funcionamento da democracia? Primeiro, por causa da representação territorial, sobretudo das zonas menos populosas. Por exemplo, com o sistema actual, algumas regiões do país têm já muito poucos deputados e, se se reduzisse o seu número para 180, ficariam com menos ainda: Portalegre (2 para 2), Beja (3 para 2), Évora (3 para 3), Bragança (3 para 3), Guarda (4 para 3), Castelo Branco (4 para 3), Açores (5 para 4), Vila Real (5 para 4), Viana do Castelo (6 para 4) e Madeira (6 para 4). Segundo, porque o número de lugares por círculo tem um impacto crucial no nível de proporcionalidade do sistema eleitoral: influencia de forma determinante o pluralismo na representação política. Exemplificando, num círculo com 10 deputados são precisos, em média, cerca de 7,8 por cento dos votos para um partido poder eleger um representante; num círculo com 5 são 13,3 por cento; num com 3 são 18,8 por cento; etc. Portanto, como uma redução do número de deputados levaria a uma diminuição do número de lugares por círculo, isso levaria a menor possibilidade de representação parlamentar dos pequenos partidos, sobretudo nos círculos mais pequenos. Os nossos concidadãos nessas regiões seriam duplamente prejudicados: teriam menos representantes e menos opções viáveis, logo seriam (mais) constragidos ao voto útil (nos dois grandes). Isto poderia levar à redução do pluralismo, com custos para a democracia, e a um aumento da abstenção (para os concidadãos que, apesar de constrangidos, não quisessem votar útil…). Se há algum dado seguro da sistemática eleitoral é o de que uma menor proporcionalidade implica menor participação.”
Por André Freire
Publicado também no ladrões de bicicletas
finalmente, após tanta insistência de que este deveria ser um grupo presente em qualquer noite de verão e festa, após tanta espera, após tanta ansiedade, eis que dia 5 de junho, pelas 22h, os festivos anonima nuvolari actuam na feira do doce e do pão-de-ló em ovar!!! finalmente!!!
“Situados entre o último dos românticos e o primeiro dos punks, os Anonima Nuvolari vão bem com tudo menos com a tristeza sem poesia e o amor sem gosto. Cinco boémios vestidos a rigor pedalam na volta a Itália em 50 anos. De Renato Carosone a Vinício Capossela. De Fred Buscaglione a Paolo Conte. Correm a música, o espírito e a festa de um pais; uma festa ambulante trazida pelo pó da estrada e levada ao brilho dos grandes salões. Barro e cristal” – Célia F. – Revista DIF (Junho 2008)